Violência contra professoras e professores prejudica o desenvolvimento nacional
Por Professora Francisca
Já passa da hora da sociedade valorizar os profissionais da
educação, principalmente da educação pública que vem sendo atacada desde 2019
com a posse do ex-presidente – hoje preso – Jair Bolsonaro.
Os ataques seguem, mesmo com o presidente Lula à frente do
Estado porque muitos governadores estaduais e muitos prefeitos desdenham da
educação. Preferem cortar verbas da educação pública e trabalhar para
entregá-la à inciativa privada, primeiramente entregando as gestões escolares,
como vêm fazendo.
Esse desprezo em discursos da extrema direita, somado à
falta de investimentos com escolas sucateadas, sem estrutura, professoras e
professores com salários indignos, estudantes desmotivados e a comunidade fora
da vida escolar causam mais insegurança e violência contra esses profissionais
porque são as professoras e os professores que podem trazer conhecimento e
consciência crítica.
Conhecimento, ciência, cultura e educação são abominados
pela extrema direita, que defende menos escolaridade para as pessoas mais
pobres e assim mantê-las presas fáceis para o trabalho sem qualificação e os
salários baixos.
Além disso, contamos com gestões autoritárias, como em São
Paulo, e diversos outros estados, atuando pela destruição da educação pública
para privilegiar somente os setores afortunados da sociedade e dessa forma
manter os seus privilégios sem questionamentos.
Por isso, o papel do movimento educacional é entender os
fatos e combater toda forma de violência contra as trabalhadoras e os
trabalhadores da educação. Porque profissionais da educação valorizados ganham
respeito da sociedade.
Além de lutarmos por gestões democráticas, escolas abertas
às famílias e pleno diálogo com a comunidade escolar. Para que a sociedade
precisa volte a enxergar as professoras e os professores como aliados e não
como inimigos.
A nossa luta é para que a frase de Darcy Ribeiro
(1922-1997): “A crise da educação no Brasil não é uma crise; é um projeto”,
deixe de ser real. Isso só acontecerá com valorização profissional, salários
decentes, plano de carreira, escolas bem estruturadas e muita democracia.
Afinal, violência contra as professoras e os professores prejudicam o
desenvolvimento nacional.
Professora Francisca é diretora da Secretaria de Assuntos
Educacionais e Culturais da Apeoesp – Sindicato dos Professores do Ensino
Oficial do Estado de São Paulo, diretora executiva da Confederação Nacional dos
Trabalhadores na Educação (CNTE) e diretora da CTB-SP.
FONTE: CTB
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