PEC do fim da escala 6×1 fica para o segundo semestre; CTB intensifica mobilização para garantir votação no Senado
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com a escala 6×1 e reduz a jornada semanal para 40 horas, sem redução salarial, terá sua tramitação retomada apenas no segundo semestre. Com o início do recesso parlamentar do Senado, entre os dias 18 e 31 de julho, a proposta permanece sem definição sobre o rito de tramitação, apesar de ter sido aprovada pela Câmara dos Deputados no fim de maio.
Na última
sessão deliberativa antes do recesso, realizada nesta quinta-feira (16), a PEC
não foi incluída na pauta de votações. Quase 50 dias após chegar ao Senado, o
presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), ainda não encaminhou o texto
para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) nem definiu se será
criada uma comissão especial para discutir a matéria.
Sem essa
decisão, a proposta segue sem iniciar formalmente sua tramitação.
CTB mantém
pressão pela votação
A Central dos
Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) reafirma que seguirá mobilizada
durante o recesso parlamentar para garantir que a PEC seja uma das prioridades
do Senado na retomada dos trabalhos legislativos, em agosto.
A entidade tem
desempenhado papel de destaque na campanha nacional pelo fim da escala 6×1,
articulando ações conjuntas com as demais centrais sindicais, promovendo
mobilizações em todo o país e intensificando o diálogo com parlamentares para
acelerar a votação da proposta.
Nas últimas
semanas, a CTB participou de reuniões com lideranças do Senado, integrou a
mobilização das centrais sindicais pela aprovação da PEC e reforçou a campanha
nacional que cobra do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, o encaminhamento
da proposta para votação.
Além da
atuação institucional em Brasília, a Central vem convocando sindicatos
filiados, federações e trabalhadores a ampliarem a mobilização nas bases,
fortalecendo a pressão popular sobre os parlamentares. A avaliação da CTB é de
que a ampla adesão da sociedade à redução da jornada demonstra que a proposta
responde a uma demanda concreta da classe trabalhadora por mais qualidade de
vida, mais tempo para a família, o lazer, os estudos e a saúde.
Para a CTB, a
redução da jornada sem redução salarial representa um avanço histórico nas
relações de trabalho, com potencial para melhorar as condições de vida dos
trabalhadores, estimular a geração de empregos e promover uma distribuição mais
equilibrada do tempo de trabalho.
Governo busca
destravar a proposta
A nova líder
do governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), afirmou que a PEC está entre as
prioridades da articulação política do Executivo e que o objetivo é superar os
entraves para que a matéria avance.
Parlamentares
avaliam que o andamento da proposta também depende da retomada do diálogo entre
o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi
Alcolumbre, diante do atual cenário político.
O que prevê a
PEC
O texto
aprovado pela Câmara reduz a jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, sem
redução dos salários, e estabelece dois dias consecutivos de descanso
remunerado por semana, substituindo o atual modelo da escala 6×1.
Para entrar em
vigor, a proposta ainda precisa ser aprovada em dois turnos pelo Senado, com o
voto favorável de pelo menos 49 dos 81 senadores. Caso o texto seja alterado,
retornará à Câmara dos Deputados para nova análise.
Enquanto a
tramitação permanece suspensa durante o recesso parlamentar, a CTB reforça que
manterá a mobilização junto às demais centrais sindicais para que o Senado dê
prioridade à votação da PEC e atenda a uma reivindicação histórica da classe
trabalhadora brasileira.
Fonte: CTB
Link: https://www.ctb.org.br/2026/07/17/pec-do-fim-da-escala-6x1-fica-para-o-segundo-semestre-ctb-intensifica-mobilizacao-para-garantir-votacao-no-senado/
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